A tecnologia já faz parte de praticamente todos os aspectos da vida. Pelo celular, é possível estudar, trabalhar, fazer compras, acessar serviços públicos, conversar com familiares e até administrar um pequeno negócio. Mas estar conectado não significa, necessariamente, saber aproveitar todas essas possibilidades.
Dados recentes do IBGE mostram que 90,5% dos brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025. O número representa um avanço importante na conectividade do país, mas também mostra que ainda existe uma parcela da população que permanece distante do universo digital. (Agência de Notícias IBGE)
Entre os desafios está justamente a falta de conhecimento para utilizar a tecnologia. Em 2024, 20,5 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais não haviam usado a internet. Entre aqueles que estavam desconectados, 45,6% apontaram não saber utilizar a internet como um dos motivos. Entre os idosos, esse percentual chegou a 66,1%. (Agência Brasil)
Isso mostra que inclusão digital vai muito além de ter um celular ou uma conexão de internet. É preciso compreender como utilizar as ferramentas disponíveis, identificar oportunidades, proteger-se de golpes e transformar o conhecimento digital em autonomia.
Para idosos, mulheres, trabalhadores autônomos e pessoas em situação de vulnerabilidade, esse aprendizado pode fazer diferença no cotidiano. Saber utilizar um aplicativo, realizar uma chamada de vídeo, acessar um serviço ou divulgar um produto pelas redes sociais pode representar mais independência e novas possibilidades.
Conhecimento que aproxima
É nesse cenário que iniciativas de capacitação ganham importância. Ensinar tecnologia de forma simples e acessível é também criar pontes para que mais pessoas possam participar das transformações provocadas pelo mundo digital.
O Instituto Casa da Ponte atua justamente nessa perspectiva. Por meio de projetos de formação, como o Conectando Futuros, a instituição aproxima pessoas da tecnologia e oferece conhecimentos que podem ser aplicados na vida profissional e na geração de renda.
A proposta é mostrar que ferramentas como redes sociais, aplicativos, inteligência artificial e plataformas digitais não precisam ser vistas como algo distante ou complicado. Quando existe orientação, elas podem se transformar em instrumentos de aprendizado, trabalho e empreendedorismo.
Mais do que conectar pessoas à internet, promover inclusão digital significa ajudá-las a compreender o mundo que está do outro lado da tela — e a encontrar nele novas possibilidades.
A transformação digital só será verdadeiramente inclusiva quando ninguém precisar ficar para trás por não saber como acompanhar as mudanças.






